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A Esperança da Caixa de Pandora


Agora A Esperança da Caixa de Pandora está em um novo endereço. Por favor, anote para continuar acompanhando o blog:

 

http://babiarruda.wordpress.com

 

Obrigada!

 



Escrito por Babi Arruda às 14h27
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TUDO MUITO COMPLICADO

A gente gosta de complicar tudo. A coisa mais simples do universo em questão de segundos se torna uma fórmula complexa de ações, reações e achismos. Não adianta dizer não. As coisas são assim: complicadas!

 

O homem é a espécie mais esquisita que existe. Nada supera as idiossincrasias de cada um. Bicho estranho, bipolar, mimado, orgulhoso, teimoso, vaidoso. Não é exagero. É sério. Difícil convivência passiva e uniforme.

 

Acho que as coisas não deveriam ser assim. Tudo devia girar em torno da naturalidade, da simplicidade e do respeito à existência mútua. Sem contos de fadas e jogos distorcidos de palavras e realidades enfeitadas com política de boa vizinhança.

 

Mas não é assim e ponto. Às vezes uma simples palavra dita no momento errado, do jeito errado é o suficiente para uma avalanche de acontecimentos catastróficos. Ou então aquilo que foi proferido não é bem interpretado e sofre com as distorções do ruído ou até mesmo a maledicência alheia.

 

Julgar, analisar, criticar, repensar, considerar, enfim, qual atitude correta e coerente? Qual desses verbos trará alguma solução para as aflições corriqueiras e crises interpessoais? Talvez nenhum. Talvez não exista um verbo de ação a ser aplicado, apenas a imobilidade dos gestos.

 

Sim, o silêncio das palavras e o descansar das emoções. Os sentimentos quando são conflitantes devem ficar isolados, calados, solitários até que se tornem uníssonos de novo com naturalidade, simplicidade.

 

Ah sim. Tem a lógica: clara e transparente, porém não muito consciente para alguns. Muito se perde em colocações, suposições e eufemismos de caráter. Nada muito lógico e coeso e, portanto, tudo um desequilíbrio amargo daquilo que poderia não ter sido.

 

Mesmo assim, mesmo por atos, fatos e incongruências oratórias o sentimento é o mesmo, só que agora com uma noção nítida das diferenças de percepções, uma consciência pura das interjeições e a certeza pulsante da não retenção de impasses e joguetes. É tudo muito complicado!



Escrito por Babi Arruda às 17h25
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DÉJÀ VU

Deixe ir embora. Não fique prolongando uma situação por mimos e insegurança. Deixe seguir o fluxo natural. Esta é a lei, o ciclo de ação e reação, de passagens e aprendizados. Nada pertence permanentemente a alguém. É só temporário.

 

Algumas vezes dura anos, outras meses e às vezes basta somente alguns segundos. Mas é um espaço de tempo, sem donos e propriedades. Elimine o pensamento oligárquico. Chega de chibatas e controle absoluto. Vamos optar pela liberdade. As escolhas se tornam muito mais prazerosas.

 

Encare a vida como se fosse um aluguel de apê barato (às vezes nem tanto!) de um quarto, sala, banheiro e cozinha. Seu espaço, suas coisas. Um dia tudo muda, as plantinhas morrem e os peixinhos também. As mudanças são constantes e o vai e vem de pessoas passa a ser algo comum e sempre transitório.

 

Pratique o mantra do desapego, das ideias geniais e das atitudes simples. Mas sempre nesta ordem. O mundo complexo você deixa para as telas de cinema. A sua vida tem que ser simples e não simplória. Diferença de palavras. A diversidade de pensamento faz diferença.

 

Não seja mesquinho, avarento, mimado, egoísta. Enfim, não seja um idiota. Dê a carta de alforria para os seus desejos e não se prenda a nada e muito menos a alguém. Prender é um verbo inglorioso.

 

Já a palavra estar ligada é sublime porque é uma afinidade natural, um elo inquestionável de um ser para outro. Sem cobranças ou prisões.

 

Respire, transpire, inspire livre como o ar, inabalável como o vento. Isso não são devaneios ou sonhos adolescentes. Muito menos discursos simpatizantes. Eu não sou simpática e não faço a menor questão de sê-lo. São apenas verdades incontestáveis que um dia aprendi.

 

Deixe ir embora. Não chore ou lamente a partida. O tempo se esgotou e o que sobrou foram lembranças doces e faceiras. Guarde-as com carinho, mas não tente aprisionar o momento. Deixe ele partir. Se for estabelecido um elo tenha certeza que haverá um déjà vu.



Escrito por Babi Arruda às 17h53
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PULSAR DO CONFRONTO

Pulsar. Tontura. Enfim, o estado de torpor.

 

Estranho seria se não houvesse um retorno, mas esta não é a realidade da vida: uma ação, uma reação, uma conseqüência lógica ou aglomerações insanas de dúvidas e castigos de personalidades.

 

O impacto às vezes é muito profundo, inegável sentimento de realidade alternativa. Mas não é. É só abrir os olhos e ver que tudo sempre esteve ali a minha disposição: conceitos e fatos. Era só olhar e aceitar essa disposição em preto e branco. A dor existe porque nos iludimos com verdades que fabricamos.

 

Muito forte a presença do real. Irônico, diria! Neste canto do mundo a espera de uma sensação real e ordinária, simples e selvagem. Apenas algumas atitudes e nunca certas palavras. O original afinal existe e caminha em ziguezague pelas avenidas.

 

Pulsar. Tontura. Enfim, o despertar.

 

Incrível choque do sim e do não, contestando o conhecimento, as lógicas adquiridas, as emoções repaginadas. Pura agressão na boca do estômago, revirando o óbvio e revelando o que já estava ali escondido ou esquecido.

 

Agora eu vejo onde errei e me perdi nas pequenas distorções do inconsciente. Não nas palavras e nas rimas, mas na elaboração de oratórias vazias, descrente de sua eficácia. Pendi mais para discursos prolixos e uma inércia de ações, aplicações e execuções sumárias.

 

Tudo me parece tão simples agora, como um caminhar a grandes passos em linha reta. As confusões estão latentes a priori, mas logo elas se acalmarão, reduzindo seus estados a murmurinhos descompassados.

 

Pulsar. Tontura. Enfim, a aceitação.

 

O contato com a realidade é irrevogável e não existem argumentações contrárias. Não quero mais fugir do absoluto do caos. Isso nada mais é do que a conclusão de um roteiro, uma constatação dos paradigmas existenciais.

 

Comprovação do natural e selvagem sem máscaras e eufemismos. O pulsar do confronto. Coragem e transmutação. Sorria, esta é uma oportunidade única, um estado de graça da agressão polida e bem comportada.



Escrito por Babi Arruda às 11h51
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CANSADA DE ETIQUETAS

Estou cansada de etiquetas, recomendações, indicações, sugestões. Não quero saber de mais nada. Chega de enfeites. Estou em busca da simplicidade completa. Aquela que me faz esquecer da pequenez das pessoas.

 

Não quero ser tolerante nem muito menos faço questão de ser simpática. Quero estar com minhas emoções verdadeiras e não ser mais uma atração neste picadeiro social. Diplomacia zero. Chega de falsos revolucionários. Cansei de muitas palavras, de gritar no silêncio e não obter respostas.

 

A delicadeza será colocada de lado. Nada de rapapés para os hipócritas e papagaios de pirata. Estou farta dessa fabricação em série de alienados, soldadinhos de chumbo acéfalos da modernidade caótica e capitalista.

 

Simplesmente chega. Tudo está me dando náuseas. Não foi isso que sonhei, idealizei para o meu mundo. Bando de covardes e ladrões de galinhas. Uma promiscuidade descarada, escancarada bem em frente as nossas janelas.

 

Não vou mais lidar com esse bando de hipócritas. Não quero saber dos seus discursos vazios de argumentos e cheios de terceiras intenções. Não quero fazer parte desse espetáculo de horrores. Minha alma sairá intacta dessa podridão de valores distorcidos e conceitos fabricados em série para emburrecimento coletivo.

 

Quero a simplicidade de dizer não, de não fazer a coreografia e de não dançar dentro do ritmo. Seguirei contra a corrente. Isso parece até um deboche. Antigamente o movimento da contra-cultura ia contra o padrões tradicionais e conservadores. E hoje, vai contra o que?

 

Hoje em dia não é mais cool ser subversivo e estar fora dos conceitos quadrados vendidos pela TV é um crime sem perdão.

 

Queria tanto ver a verdade estampada na cara das pessoas, sentir os gestos simples, sem interesses obscuros e sádicos. Como seria bonito olhar nos olhos e não sentir vergonha pela atitude alheia, pela corrupção dos sentidos.

 

Acho que sou uma ideologista que ainda sonha que um dia as pessoas olharão no espelho e verão as rachaduras de suas almas sem melindres, sem querer passar pancakes e corretivos nas suas falhas morais.

 

Estou cansada de sonhar sozinha. E por hora para mim chega de etiquetas. Não pegarei nas mãos inundas de ninguém nem muito mesmo sorrirei para a cortesia.



Escrito por Babi Arruda às 16h20
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