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ANNO DOMINI
Se você é escritor e adora criar histórias sobre fantasias medievais a Andross Editora está lançando uma antologia reunindo contos de diversos autores. A organização de Anno Domini – Manuscritos Medievais fica por conta dos escritores Helena Gomes - Lobo Alpha (Rocco), O Arqueiro e a Feiticeira (Devir) e Aliança dos Povos (Idea) – e Cláudio Brites – O Livro Negro dos Vampiros (Andross)
A obra vai reunir tanto contos ambientados na realidade histórica quanto aqueles passados em universos mágicos inventados pelos próprios autores.
Raphael Draccon, autor de Dragões de Éter, da editora Planeta, participará especialmente desta antologia com um conto de sua autoria. A capa será ilustrada por Octavio Cariello - The Queen of the Damned, de Anne Rice - conceituado desenhista de inúmeras HQs de editoras americanas, como a DC Comics e Marvel.
Autores interessados em participar da obra podem enviar seus textos para seleção até o dia 31 de março. O lançamento de Anno Domini - Manuscritos Medievais acontece dia 19 de julho, na Casa das Rosas, em São Paulo.
O regulamento está disponível no site www.andross.com.br.
Mais informações na comunidade Anno Domini, no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=46251734
Escrito por Babi Arruda às 13h30
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ESTÉTICA PERFEITA

Olá Caixa de Pandora,
Como você está?!
Depois de mais de um ano e meio abandonada e deixada de lado por forças maiores que o meu desejo, volto aqui minha querida para abastecê-la de Esperanças!
Talvez não só de esperanças! Talvez também com um pouquinho de indignação, repúdio e arrepios calamitosos diante de tanta barbárie que assola a nossa sociedade de hoje. O status quo continua tão hipócrita como há 20 anos e as pessoas mais intrigantes dentro de suas concepções pueris.
Não basta ser, o importante é ter e manter as aparências confeccionadas em série, pois o fora do comum é o fora do normal aceitável. Ser feliz não basta! Você tem que ter atitudes programadas e passos teleguiados. Não, não basta o ser individual, único, diferenciado, você tem que ser ordinário! Sim, a palavra de ordem é básico! Comum! Normal! Enfadonhamente burocrata!
E olha que eles são que nem gafanhotos em lavouras. Vêm de bando como pragas a distorcer o que é real, o que é legitimamente belo. Quando você menos espera vem um para cima de você com estéticas, convenções, convicções, rejeições, sermões, trilhões de palavras rebuscadas e sem sentido moral, imoral ou amoral.
São eles os olhos, os ouvidos e as bocas levianas da sociedade. Os guardiões das tábuas da lei, da ordem e é lógico, das estéticas. Ai o que seria de mim sem a doce, meiga e delicada estética perfeita! O poeta já dizia não me venham com estéticas. Olha só como esse problema estético vem de longe, muito longe. Cruzou o oceano e fundou a sociedade civil brasileira.
Ai, o berço da boa convivência e da conveniência! O que esperar de um agrupamento primata que vive a se admirar no espelho das suas próprias vaidades?! Um bando que se afoga nas poças vertiginosas de seu próprio umbigo?! Que vive em regime de comodato com a ironia e a verdade relativa absoluta?!
A estética é o combustível dos hipócritas, o alimento dos juízes e o veneno dos inocentes!
Quisera eu me livrar das amarras dos puritanos e dos salvadores da nação. Eles vivem a me vigiar, preocupados com minha saúde moral. Uma ovelha negra, uma rebelde sem causa ou simplesmente uma doida desvairada. O que eles precisam é soltar as cordas e cuidar de um gato. Um bichano dócil e amável que irá preencher o vazio de sua existência.
Afinal, eles são estéticos, não se esqueçam! Só sabem adular o exterior, o apresentável, o tangível aos olhares conservadores. A massa que compõe o interior do objeto não importa, é descartável, inútil, desvalorizado, também, não muito usado, atrofiado, limitado, consternado!
Por isso, viva a democracia, mesmo que ela não seja aplicada no dia-a-dia. Viva a igualdade, mesmo que ela não seja usada com justiça. Viva a liberdade, mesmo que você nunca a tenha conhecido. Viva a piedade, mesmo que você nunca tenha sentido na pele. Viva a compaixão, mesmo que até hoje você não saiba qual é o sentido real dessa palavra. E por fim, viva o amor, mesmo que ele se limite a sua imagem distorcida no espelho do vizinho!
Escrito por Babi Arruda às 13h32
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O caos, o pão e o circo

Num país como o Brasil, acostumado a pão e circo, é a primeira vez que vejo a violência, o caos urbano sufocar o brilho da camisa canarinho. Em pleno dia de divulgação da convocação oficial dos jogadores para a Copa do Mundo, as manchetes que imperavam em qualquer noticiário era o horror, o medo, a falência de um estado paralizado diante da violência.
Os meus colegas bem que tentaram dar destaque para as notícias da seleção brasileira, mas a cada hora que passava ficava impossível empurrar o circo goela abaixo da população. Ela estava em estado de choque, em estado de alerta, estava acoada dentro de sua própria casa!
As horas se passavam e os relatos de vítimas se multiplicavam. Inocentes mortos, policiais assassinados a sangue frio, a baderna e a bagunça eram rainhas absolutas. Mães, pais, esposas, filhos...todos vítimas dos verdadeiros governantes desse país.
Ver policiais com medo de saírem de fardas, ver suas famílias escondidas, ver um estado inteiro pedindo por socorro são cenas tristes para não dizer humilhantes. Eu me senti dentro de um filme do Tarantino que por mais que pareça ilógico a primeira vista, o desenrolar do enredo revela uma trama muito bem arquitetada com pitadas sórdidas.
O circo da tragédia humana estava montado, só que desta vez sem pão ou seleção. A verdade é que nós somos os prisioneiros da nossa própria imprudência, da ignorância de colocar pessoas erradas no comando de uma nação.
Estamos presos ao caos, ao terror, ao medo, a conveniência, a estagnação, a vergonha de ter que admitir que somos fantoches de bandidos e que os governantes e a polícia são aqueles tipos de atores coadjuvantes desse teatro de horror, que não fedem nem cheiram, não fazem a menor diferença no resultado final dessa história.
Escrito por Babi Arruda às 12h47
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Enfim o retorno!
Olá Caros Leitores e Amigos,
Depois de um longo período afastada de A Esperança da Caixa de Pandora, volto a publicar algumas matérias, artigos e aflições neste humilde blog. Sei que perdi muito tempo não atualizando este espaço, mas infelizmente os contra-tempos da vida me obrigaram a hibernar em minha caverna para reflexão e armazenamento de forças.
Ainda posso dizer que os pormenores de minha vida não foram extintos, porém a saudade de ter a garganta livre, sem preconceitos e regimentos autoritários foram demais. Toda vez que estamos com as mãos atadas procuramos uma forma de nos ver livres da prisão imposta.
Mesmo depois de oito anos atuando no jornalismo, ainda me deparo com absurdos editoriais, assassinatos a sangre frio da reportagem, censura cega de dentro para fora. Enganar o leitor como se fosse uma mercadoria velha e usada, acreditando na doce ilusão de lucro fácil e desmetido. Esses pobres infelizmentes não conseguem enxergar que isso é apenas uma realidade efêmera e que na segunda oportunidade o castelo de areia se desfaz, não deixando nem as sombras das glórias passadas.
Por questões éticas, nomes não poderão ser pronunciados de minhas mãos, mas a repulsa por esta prática edionda gritarei aos quatros cantos do universo como forma de acalentar minha indignação diante de tamanha atrocidade intelectual. A ditadura disfarçada sob a máscara da lucratividade. Soldados de chumbo desvairados com a própria ignorância - a verdade nua e crua: pau mandados da ambição e da falta de competência!
Amigos...sejam bem vindos, de novo, A Esperança da Caixa de Pandora!
Escrito por Babi Arruda às 21h31
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10 x 0 PRA VIOLÊNCIA
Depois da confusão e da onda de violência ocorrida no final do jogo entre Santos e Corínthians...
A Vila Belmiro, estádio do Santos, será interditada a partir de segunda-feira. A decisão foi anunciada no início da noite desta sexta-feira em comunicado do presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), desembargador Nelson Tomaz Braga.
O STJD não divulgou prazo para terminar a interdição do estádio santista. Mas na próxima sexta-feira deve acontecer o julgamento na quarta Comissão Disciplinar do tribunal, quando os santistas poderão tentar reverter a decisão.
PS.: Particularmente a jornalista aqui que vos fala ficou muito triste com essa notícia 
Já na faculdade de jornalismo da USP...
A violência deu as caras mais uma vez com...
A morte do estudante de jornalismo Rafael Azevedo Fortes Alves, 21, esfaqueado no peito por um colega, chocou alunos da USP nesta sexta-feira (14). Ele foi morto dentro da Rádio USP, na Cidade Universitária (zona oeste de São Paulo).
O acusado é o também estudante do 2º ano de jornalismo Fábio Le Senechal Nanni. O crime ocorreu por volta das 9h20, após Nanni procurar a vítima, que trabalhava na rádio como estagiário.
Testemunhas disseram que os dois conversaram por alguns minutos e, em seguida, Nanni sacou uma faca e golpeou Alves no peito. O universitário chegou a ser socorrido, mas morreu antes de receber atendimento médico. Nanni tentou fugir, mas foi detido por funcionários da USP e levado para o 93º Distrito Policial (Jaguaré).
Fonte das matérias: Folha Online
Nas duas notícias acima, as armas utilizadas para gerar violência não foram armas de fogo. No primeiro caso foram pedras, pedaços de pau. No segundo uma faca, considerada arma branca. Isso sem falar da pior arma utilizada que é a ignorância humana!
Enquanto fica-se discutindo o tal do "sim ou não", gastando milhares de reais com propagandas inúteis que não explicam a verdadeira questão do Estatuto do Desarmamento, a violência continua presente em nosso cotidiano.
A questão é: O que deve ser feito para desistimular a violência? Quais ações políticas podem ser criadas para oferecer melhores condições de desenvolvimento cultural a uma nação?
Só irei formular essas duas questões, porque senão pode começar a ficar complexo demais para os representantes do nosso Congresso.
Escrito por Babi Arruda às 14h28
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