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A Esperança da Caixa de Pandora


DÉJÀ VU

Deixe ir embora. Não fique prolongando uma situação por mimos e insegurança. Deixe seguir o fluxo natural. Esta é a lei, o ciclo de ação e reação, de passagens e aprendizados. Nada pertence permanentemente a alguém. É só temporário.

 

Algumas vezes dura anos, outras meses e às vezes basta somente alguns segundos. Mas é um espaço de tempo, sem donos e propriedades. Elimine o pensamento oligárquico. Chega de chibatas e controle absoluto. Vamos optar pela liberdade. As escolhas se tornam muito mais prazerosas.

 

Encare a vida como se fosse um aluguel de apê barato (às vezes nem tanto!) de um quarto, sala, banheiro e cozinha. Seu espaço, suas coisas. Um dia tudo muda, as plantinhas morrem e os peixinhos também. As mudanças são constantes e o vai e vem de pessoas passa a ser algo comum e sempre transitório.

 

Pratique o mantra do desapego, das ideias geniais e das atitudes simples. Mas sempre nesta ordem. O mundo complexo você deixa para as telas de cinema. A sua vida tem que ser simples e não simplória. Diferença de palavras. A diversidade de pensamento faz diferença.

 

Não seja mesquinho, avarento, mimado, egoísta. Enfim, não seja um idiota. Dê a carta de alforria para os seus desejos e não se prenda a nada e muito menos a alguém. Prender é um verbo inglorioso.

 

Já a palavra estar ligada é sublime porque é uma afinidade natural, um elo inquestionável de um ser para outro. Sem cobranças ou prisões.

 

Respire, transpire, inspire livre como o ar, inabalável como o vento. Isso não são devaneios ou sonhos adolescentes. Muito menos discursos simpatizantes. Eu não sou simpática e não faço a menor questão de sê-lo. São apenas verdades incontestáveis que um dia aprendi.

 

Deixe ir embora. Não chore ou lamente a partida. O tempo se esgotou e o que sobrou foram lembranças doces e faceiras. Guarde-as com carinho, mas não tente aprisionar o momento. Deixe ele partir. Se for estabelecido um elo tenha certeza que haverá um déjà vu.



Escrito por Babi Arruda às 17h53
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