INSANIDADE LÚCIDA: UMA ODE A LOUCURA

Se a insanidade fosse obscura não teria esta angustia a apertar o peito. Viveria num mundo com elefantes pinks e limonadas. Qual a solução afinal? Qual a minha escolha afinal? Essa é a questão. Se eu continuar a me esconder tenho que pelo menos escolher o que desejo. Não vivo de clichês, mas de sonhos vencidos pelo tempo. E o desejo nada tem a ver com a necessidade. Está na hora de erguer a fortaleza! Ou procuro um acalanto, admito a loucura plena como companheira e procuro dizimar sua influência. Ou deixo ser abraçada pela escuridão! Até quando silenciarei as vozes do consciente? Até me perder na sobriedade? No monótono? Ou assinarei um contrato social com a hipocrisia?! Não assino contratos de qualquer natureza porque isto não é a minha natureza. Sou selvagem e prefiro o vazio real do que os sorrisos imaginários. Detesto os apertos de mãos solidários e os olhares complacentes. Não dá mais para esconder o óbvio. Ficou tudo tão claro quando eu te vi ao espelho, E eu não pude fazer nada porque já tinha se quebrado. Nada mais angustiante que esta insanidade lúcida, Este dom profético para alucinações e interjeições. E o teu silêncio e o meu silêncio gritam ao meu ouvido. Mas não vou me perder, nem caminhar para o sentido oposto. Chegou a hora da loucura assinar o roteiro. E por fim, as cortinas se fecham com um gosto amargo de solidão Sem plateia ou aplausos. Apenas o vazio das vozes e das letras!
Escrito por Babi Arruda às 17h24
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