ESTAÇÕES

Não sei mais o que sou Não me reconheço mais Eu sou a morte das tuas manhãs Sou a luz que paira nos teus cabelos Sou folhas secas na alvorada Sou primavera chegando Eu sou a vida A vida sem medos. Mudanças De certo O eu que existia se dizimou, como uma gota de orvalho A chuva cai, o sol se abriu, logo veio o arco-íris para iluminar meu ser triste Encontrar-me-ia Em algum lugar, não sei Sou uma caixa em reciclagem Um grito de súbito, torna-me um ser inexplicável e inexistente. Um tapa não adiantou, acho que esqueci o quanto doeu. Não voltarei mais ao antigo lugar. E esqueço tudo por súbito através de uma fragrância chamada tempo, Isolada no meu subconsciente. Ser eu por mim mesma Ainda acredito nessa teoria estúpida Ainda sigo esta regra Ah, tristeza Caminhar pelas ruas e não encontrar a direção Achar o paraíso e ficar desconte E por fim, a neve veio E seus flocos de esperança cobriram minha face em lágrimas Lágrimas de alívio.
Escrito por Babi Arruda às 17h43
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