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A Esperança da Caixa de Pandora


Missa de 7º dia Hélio Schiavon

Data: 16/02/2008 - Hora: 16:00

Missa de 7º dia do nosso querido e saudoso Hélio Schiavon ou o Velho Lobo do Mar. A missa será realizada na Igreja Nossa Senhora dos Navegantes. Você vai fazer muita falta Capitão Nemo...muita mesmo!!! Ainda vamos tomar aquele cafezinho. Agora você faz parte do departamento de jornalismo celestial, com direito a nuvem motorizada, hehehe ;)



Escrito por Babi Arruda às 15h40
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ESTÉTICA PERFEITA

 

Olá Caixa de Pandora,

 

Como você está?!

 

Depois de mais de um ano e meio abandonada e deixada de lado por forças maiores que o meu desejo, volto aqui minha querida para abastecê-la de Esperanças!

 

Talvez não só de esperanças! Talvez também com um pouquinho de indignação, repúdio e arrepios calamitosos diante de tanta barbárie que assola a nossa sociedade de hoje. O status quo continua tão hipócrita como há 20 anos e as pessoas mais intrigantes dentro de suas concepções pueris.

 

Não basta ser, o importante é ter e manter as aparências confeccionadas em série, pois o fora do comum é o fora do normal aceitável. Ser feliz não basta! Você tem que ter atitudes programadas e passos teleguiados. Não, não basta o ser individual, único, diferenciado, você tem que ser ordinário! Sim, a palavra de ordem é básico! Comum! Normal! Enfadonhamente burocrata!

 

E olha que eles são que nem gafanhotos em lavouras. Vêm de bando como pragas a distorcer o que é real, o que é legitimamente belo. Quando você menos espera vem um para cima de você com estéticas, convenções, convicções, rejeições, sermões, trilhões de palavras rebuscadas e sem sentido moral, imoral ou amoral.

 

São eles os olhos, os ouvidos e as bocas levianas da sociedade. Os guardiões das tábuas da lei, da ordem e é lógico, das estéticas. Ai o que seria de mim sem a doce, meiga e delicada estética perfeita! O poeta já dizia não me venham com estéticas. Olha só como esse problema estético vem de longe, muito longe. Cruzou o oceano e fundou a sociedade civil brasileira.

 

Ai, o berço da boa convivência e da conveniência! O que esperar de um agrupamento primata que vive a se admirar no espelho das suas próprias vaidades?! Um bando que se afoga nas poças vertiginosas de seu próprio umbigo?! Que vive em regime de comodato com a ironia e a verdade relativa absoluta?!

 

A estética é o combustível dos hipócritas, o alimento dos juízes e o veneno dos inocentes!

 

Quisera eu me livrar das amarras dos puritanos e dos salvadores da nação. Eles vivem a me vigiar, preocupados com minha saúde moral. Uma ovelha negra, uma rebelde sem causa ou simplesmente uma doida desvairada. O que eles precisam é soltar as cordas e cuidar de um gato. Um bichano dócil e amável que irá preencher o vazio de sua existência.

 

Afinal, eles são estéticos, não se esqueçam! Só sabem adular o exterior, o apresentável, o tangível aos olhares conservadores. A massa que compõe o interior do objeto não importa, é descartável, inútil, desvalorizado, também, não muito usado, atrofiado, limitado, consternado!

 

Por isso, viva a democracia, mesmo que ela não seja aplicada no dia-a-dia. Viva a igualdade, mesmo que ela não seja usada com justiça. Viva a liberdade, mesmo que você nunca a tenha conhecido. Viva a piedade, mesmo que você nunca tenha sentido na pele. Viva a compaixão, mesmo que até hoje você não saiba qual é o sentido real dessa palavra. E por fim, viva o amor, mesmo que ele se limite a sua imagem distorcida no espelho do vizinho!



Categoria: EXTRA! EXTRA!
Escrito por Babi Arruda às 13h32
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ARTIGO REPETECO, PORÉM ATUAL

Olá queridos amigos e leitores,

Para economizar palavras, vou republicar um artigo que expressa com todas as palavras lúcidas o que sinto por estar de novo em A Esperança da Caixa de Pandora:

Depois de um longo período afastada de A Esperança da Caixa de Pandora, volto a publicar algumas matérias, artigos e aflições neste humilde blog. Sei que perdi muito tempo não atualizando este espaço, mas infelizmente os contra-tempos da vida me obrigaram a hibernar em minha caverna para reflexão e armazenamento de forças.

Ainda posso dizer que os pormenores de minha vida não foram extintos, porém a saudade de ter a garganta livre, sem preconceitos e regimentos autoritários foram demais. Toda vez que estamos com as mãos atadas procuramos uma forma de nos ver livres da prisão imposta.

Mesmo depois de oito anos atuando no jornalismo, ainda me deparo com absurdos editoriais, assassinatos a sangre frio da reportagem, censura cega de dentro para fora. Enganar o leitor como se fosse uma mercadoria velha e usada, acreditando na doce ilusão de lucro fácil e desmetido. Esses pobres infelizmentes não conseguem enxergar que isso é apenas uma realidade efêmera e que na segunda oportunidade o castelo de areia se desfaz, não deixando nem as sombras das glórias passadas.

Por questões éticas, nomes não poderão ser pronunciados de minhas mãos, mas a repulsa por esta prática edionda gritarei aos quatros cantos do universo como forma de acalentar minha indignação diante de tamanha atrocidade intelectual. A ditadura disfarçada sob a máscara da lucratividade. Soldados de chumbo desvairados com a própria ignorância - a verdade nua e crua: pau mandados da ambição e da falta de competência!

Amigos...sejam bem vindos, de novo, A Esperança da Caixa de Pandora!



Escrito por Babi Arruda às 11h37
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